
1 - Ver que o Som Barato voltou a rede!!!
2 - Também no ciberespaço visitar o site novo da mundo livre s/a.
3 - Saber que finalmente o livro Leituras sobre música popular (com um artigo deste anotador aqui - há um tempo disponível neste blog na seção "Outros textos estranhos", lado direito da tela) será lançado: dia 5 de dezembro, a partir das 19h na Livraria DaConde - R. Conde de Bernadotte, 26, loja 125 - Leblon, Rio de Janeiro.
4 - Informar que Carnaval no Inferno (pense num título!), disco novo do Eddie, está prontíssimo pra ser lançado no verão.
5 - Receber Fabinho Trummer (Eddie) em casa e ficar, até surgir a barra do dia, escutando som, jogando conversa e, claro, tomando uns birinaites...
6 - Abrir o blog e ler um comentário de Francisco Reginaldo no post anterior...
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Não tem preço (notas de contentamento)
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Circo dos combatentes do samba

Pra não passar a semana em branco, uma informação quase de última hora: para os que estão no Rio, amanhã (06/09) no Circo Voador, mundo livre s/a (foto), a outra melhor banda do planeta, apresentando o Combat Samba, último disco do quinteto. Mais infos aqui. Não percam!
sábado, 24 de maio de 2008
E se a gente sequestrasse o trem das 11?

Acaba de sair Combat Samba - E se a gente sequestrasse o trem das 11?, uma coletânea com os principais sambas da mundo livre s/a. Eis as pérolas-baticum que estão no trabalho:
01 - O mistério do Samba
02 - Édipo, o Homem que virou Veículo
03 - Livre Iniciativa
04 - Muito Obrigado
05 - Seu suor é o melhor de Você
06 - A Expressão Exata
07 - Terra escura
08 - Saldo de Aratu
09 - Meu esquema
10 - Musa da Ilha Grande
11 - E a vida se fez de Louca
12 - Super Homem Plus
13 - Carnaval Inesquecível na Cidade Alta
14 - Estela (A Fumaça do Pagé Miti Subitxxy)
A última faixa é inédita e foi produzida pelo Eduardo Miranda, produtor que já tinha trabalhado com a banda no genial Samba esquema noise, o primeiro disco lançado em 1994. A arte da capa (acima) é do casal Jorge du Peixe e Valentina e quem quiser baixá-lo é só entrar aqui.
Este estranho dotô só lamenta a falta de "Ultrapassado", faixa do Carnaval na obra (1998), o mais belo samba-punk já feito nessa colônia penal chamada de planeta terra...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Nação cevada
O título deste post é aparentemente provocativo. Aparentemente apenas, tendo em vista que a provocação que ele pode conter não é óbvia como o seu enunciado. Explico-me adiante.
Após a apresentação da Nação Zumbi no último sábado, na festa do bloco Sala da Justiça, começou um zum-zum-zum pela cidade do Recife de que a banda tinha se vendido a uma grande marca de cerveja, pois antes de emendar o hit “Quando a Maré Encher”, ela tocou um jingle comercial de tal cervejaria. Esta polêmica lembrou a mesma que ocorreu envolvendo a mundo livre s/a que no ano passado negociou um de seus sucessos com um fabricante de sandálias. Celeuma besta, já que a marca nunca interferiu no processo criativo nem no conteúdo da mlsa que continua disseminando seu som e, sobretudo, sua contra-informação por onde passa. O mesmo, assim espero, deve ocorrer com a Nação. Não me alongarei nesta discussão que é bastante clara para mim. E concordo inteiramente com os argumentos de Renato L no Manguetronic - não os reproduzirei aqui, basta dar um clique no título do blog para vê-los - sobre o assunto.
A discussão ou pensamento que acho mais pertinente criada pela situação, creio eu, diz respeito ao envolvimento da banda numa publicidade de bebida alcoólica. Isto porque, por princípios, não concordo com a divulgação de tais produtos pelos veículos de comunicação de massa nem em lugares públicos de uma forma geral. Moralismo? Hippismo? ReQuem apostou nestes juízos errou os dois tiros – os amigos deste estranho dotô me conhecem... O que penso e acredito é que a sociedade não carece - pelamor de Deus, não entendam mal, não sou contra esses produtos e sim contra suas divulgações massivas pela pub cada vez mais pesada. Como ia dizendo, a sociedade não precisa, não precisa da banalização entorpecedora do consumo de drogas legais - que comumente são mais pesadas que algumas ilegais – promovida pelas grandes agências publicitárias. Sou categoricamente contra a liberdade concedida pela legislação que autoriza a divulgação de tais produtos – o que aconteceu em relação ao tabaco foi um acerto que deveria se estender aos outros produtos com substâncias alucinógenas. Da publicidade e suas pedagogias na relação com as drogas legais, eis a discussão que, para mim, deveria mais interessar nessa história toda.
Creio na idéia de que as sociedades necessitam de seus mistérios e ritualizações, instâncias nas quais as presenças do álcool e/ou de outros “avanços da química aplicada no terreno da alteração e expansão da consciência” são praticamente imprescindíveis. Sempre na manha e na festa, aí sim!, na criação de uma nação cevada...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Novos links!
Ontem aproveitei a gripe que me tira de ação desde segunda para dar uma geral na seção de links que fica no canto esquerdo da tela deste blog. Corrigi os que tavam fora da rede, como eram os casos dos das bandas Nação Zumbi (a partir de hoje vai direto para o belíssimo site do último disco Fome de tudo) e da mundo livre s/a (agora cai no diário da banda que é atualizado pelo super Walter Areia, baixista do grupo), e do Manguebit que estava destivado e que foi trocado pelo novo Manguetronic - recauchutado em formato blog e atualizado pelo ministro da informação da cena de Recife Renato L (visitem!).
Mas novidade mesmo foi a inclusão de dois novos links: um para o site da musa Maria Rita Kehl , psicanalista de primeira que já escreveu para vários veículos de comunicação do país; e o outro para o Palestina do Espetáculo Triunfante, blog de pegada situacionista da sista Katarina Peixoto, autora da frase genial: "Deus nos dê fígado, pois temos o mundo inteiro pela frente..." (contida na faixa "E a Vida Se Fez de Louca" do O Outro Mundo de Manuela Rosário, quinto disco da mundo livre s/a).
Aproveitem, música e contra-informação nesse latifúndio de ninguém que é a web. E o melhor é o precinho: R$0,00!
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Entre queijandos e ardências
Em dois posts recentes que escrevi (um e o outro ainda se encontra nesta mesma página), usei a palavra "mertiolate" como substantivo-metáfora para hiperbolizar minhas agonias. Pois foi. Mas ontem, ao conversar com uma amiga e leitora ao telefone, ela me alertou:
- Você sabia que mertiolate não arde mais?!
- Claro que não!
- Isso era coisa de nossa infância.
- Sou mesmo um ultrapassado. E sempre desconfiei que minhas dores não valem nada!
Ps.: e por falar em ultrapassado, vai a dica: faixa 9 do Carnaval na obra, bolacha do mundo livre s/a de 1998 (valha-me, quase 10 anos já!). O melhor samba-punk feito no planeta - trechinho mínimo aqui -, daqueles pra acreditar na dor da existência. E de verdade.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Réquiem para virtuais vítimas e atiradores
Só hoje escutei a mais nova balada da mundo livre s/a, a melhor banda deste planeta em ruínas. Sorry. Chama-se "Cho Seung Song" e tem como pano de fundo o massacre de 32 pessoas na Universidade da Virgínia, no dia 16 de abril. De acordo com ZeroQuatro, a música "é uma espécie de valsa maluca, com momentos que remetem a Mutantes e Bob Dylan"... ..."Ela exorciza vários fantasmas do American Way of Life".
Este estranho Doutor ouviu e aprovou. Agora é com vocês, letra abaixo e música aqui.
“Cho Seung song (Réquiem para virtuais vítimas e atiradores)”
O sol nunca se põe nos infinitos domínios da Microsoft
Todos sabemos que é só uma inocente e singela corrida
Tudo é seguro nos liberais domínios da tecnolife
Mas por uma razão qualquer eu só consigo ver macrosangue
(Escorrendo dos dedos tétricos que preparam nossos castos Big Macs)
Então eu estou voltando pra China, nunca é tarde
Mas antes queria levar um lote de vocês pra um longo passeio
Quem tem que viver encurralado, bye bye peixinhos dourados, bye bye
Consciência ambiental com as menores taxas do pregão
Mas algo me incomoda, não sei, deve ser o cheiro de ódio
(Que exala de suas turbinadas sementes)
Dólar em baixa comprime os preços nos mercados emergentes
Mas quem não conhece o final dessa piada
Funesta maratona sem linha de chegada
Satélites rastreiam nossos passos
Portanto eu realmente não sei
Quanto tempo ainda temos pra limpar as mãos antes que o anjo/rede/NBC
Nos liberte desse tenebroso anonimato
Então eu estou voltando pra China, nunca é tarde... (refrão)
O sol nunca se põe...
Todos sabemos que é só uma corrida de vantagens
terça-feira, 26 de junho de 2007
Balanço semestral
É incrível, mas o primeiro semestre de 2007 já se foi e parece que o ano começou ontem. E começou com mais uma rodada no poder para o mesmo governo federal que, novamente, conta com minha cansada defesa frente aos deleites daqueles que não se entristecem com os desvãos da história - mas, confeso que meu cansaço aumenta a cada dia, tal como a inércia e as confusões da administração petista.
Entre os fatos e acontecimentos importantes ocorridos nestes 6 meses, me vem a cabeça no momento o caso bárbaro do menino João Hélio Fernandes aqui no Rio, os problemas com os operadores de vôos, a morte de Octavio Frias e agora o espancamento da doméstica Sirley Dias por jovens classe média na Barra da Tijuca sob alegação de que era prostituta(!) - se outras coisas relevantes me escapam, peço perdão pelo torto juízo. Deixando de lado a política e veredas maiores, na vida miúda o período foi de realizações, frustrações, dores, alegrias e de tantos outros pares antinômicos aos quais a existência teve direito (ou foi condenada). A falta de um canto com meus livros desencaixotados foi a agonia maior em meio a outras tristezas e felicidades substanciais. Eis um apanhado delas: defesa de tese, mesa de seminário (remunerado pela primeira vez!), carnaval no Rio, bolsa para orientar monografias num programa de educação à distância (a ôia!), as aulas na ong, Sport bi-campeão pernambucano, derrotas em São Januário e no Maracanã, aniversário no Cardosão, texto em revista, laptop, saudades de Recife, viagens (São Paulo, Araras, Ouro Preto), a entrega do velho apartamento, a falta do novo, a não resolução da documentação do carro vendido, Youtube, os shows do Lee Perry, da Nação Zumbi e do mundo livre, a falta dos exemplares definitivos da tese, Cartola - música para os olhos e Baixio das bestas, o artigo para um livro que não consigo fazer andar, São João na feira de São Cristóvão e, finalmente, o blog de onde sai esta prosa capenga. Ah!, e antes que ela e o semestre acabem, trago um último fato que foi a manchete de jornal com a qual me acordei hoje pela manhã:
Juiz nega a Cicarelli pedido de idenização do Youtube.
Com esta boa nova começo meu segundo semestre. Tá com pinta que será melhor...
