
Conheci Darwin neste final de semana. Ao lado da Igreja do Pilar, pediu-me 40 centavos pra comprar um cigarro. Convidei-o pra duas cervejas no botequim mais próximo dali. Com o copo na mão e contrariando os determinismos da teoria da evolução, ensinou-me: “Um homem sem história não vale nada”. Despediu-se com um terno abraço.
Segui meu caminho e, assim que dobrei a primeira esquina da antiga Vila Rica, encontrei com o Sol. Tava ganhando a vida tocando didgeridoo (instrumento australiano que possui a mesma frequência sonora da terra, segundo ele) nos bares da cidade. Lembrou do nosso possível encontro no Clube Vassourinhas em Olinda e reclamou da melancolia ouropretana. Desejou-me luz e boas vibrações.
Ao chegar em casa, pensei nos novos amigos:
um homem sem história... que não espere que ela se construa pela evolução da espécime, nem que tenha a regularidade contente dos raios solares, conforme me testemunhou o próprio Astro-rei.
Um homem sem história... que a faça ou a invente, ora pois! Aliás, se se permitir, a vida até faz isso por ele.
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
E a vida se fez de louca
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