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domingo, 23 de agosto de 2009

"Mais fortes são os poderes do povo!" - notas domênicas

"Quando o governo 'facilita as coisas' para as grandes empresas em nome do povo, ou quando as multinacionais fantasiam seu interesse comercial em nome da cultura, cabe ao povo mostrar até que ponto está disposto a tolerar o poder incontrolável das grandes empresas. Quando outros meios democráticos são ineficazes, são as pessoas que têm o poder coletivo de resistir."
Uma derradeira da Chin-Tao Wu no seu Privatização da Cultura.

domingo, 9 de agosto de 2009

"Arte é sexy!" - notas domênicas

"Ser visto como patrono das artes é parte de um estilo de vida distinto exigido e sancionado no interior desse estrato 'sofisticado' da sociedade. O exercício da alta cultura tornou-se uma parte cada vez mais importante da atividade social: é principalmente nos eventos artísticos exclusivos que a elite empresarial e política se reúne e se reconhece. Não é surpresa que os nomes dos executivos estejam sempre associados ao patrocínio das artes nas reportagens da mídia. Sem meias palavras, há um grão de verdade no comentário cínico de Thomas Hoving: 'Arte é sexy! Arte é dinheiro-sexy! Arte é dinheiro-sexy-ascenção-social-fantástica!'"
Da taiwanesa Chin-Tao Wu (foto ao lado) em Privatização da Cultura.

domingo, 19 de julho de 2009

Arte s/a - notas domênicas

"...a intervenção do mundo dos negócios nas artes deve ser vista e entendida em termos do poder político no interior do Estado moderno, que pode ser criado e controlado de muitas formas diferentes - a influência cultural é apenas um dos meios à mão para chegar a esse fim. Em virtude de sua riqueza privada, as corporações, bem como seus principais executivos individualmente, exercem considerável poder e influência na sociedade. O interesse nas atividades culturais, em particular quando são publicamente endossadas pelo governo, deve ser visto como parte de uma estratégia global para reunir o poder econômico privado e a autoridade cultural pública. Isso é feito com a expectativa de que o capital cultural assim criado possa, no devido tempo e na conjuntura adequada, transformar-se em poder político para atender, abertamente ou não, o interesse específico dessas corporações."
Pedrada da taiwanesa Chin-Tao Wu em Privatização da Cultura, livro de cabeceira do momento (Editora Boitempo, capa ao lado).