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sábado, 24 de maio de 2008

E se a gente sequestrasse o trem das 11?


Acaba de sair Combat Samba - E se a gente sequestrasse o trem das 11?, uma coletânea com os principais sambas da mundo livre s/a. Eis as pérolas-baticum que estão no trabalho:

01 - O mistério do Samba
02 - Édipo, o Homem que virou Veículo
03 - Livre Iniciativa
04 - Muito Obrigado
05 - Seu suor é o melhor de Você
06 - A Expressão Exata
07 - Terra escura
08 - Saldo de Aratu
09 - Meu esquema
10 - Musa da Ilha Grande
11 - E a vida se fez de Louca
12 - Super Homem Plus
13 - Carnaval Inesquecível na Cidade Alta
14 - Estela (A Fumaça do Pagé Miti Subitxxy)

A última faixa é inédita e foi produzida pelo Eduardo Miranda, produtor que já tinha trabalhado com a banda no genial Samba esquema noise, o primeiro disco lançado em 1994. A arte da capa (acima) é do casal Jorge du Peixe e Valentina e quem quiser baixá-lo é só entrar aqui.
Este estranho dotô só lamenta a falta de "Ultrapassado", faixa do Carnaval na obra (1998), o mais belo samba-punk já feito nessa colônia penal chamada de planeta terra...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Política latino-americana e a mídia oligárquica

Para os que temem a atual conjuntura política latino-americana, creio que o momento deva ser, no mínimo, de desconfiança. Desconfiança com todos os lados, sobretudo com aquele lado que fabrica notícias no nosso país e que sempre representou os interesses da tacanha elite brasileira. Se você antipatiza com os rumos políticos que vêm sendo traçados na região e que têm na figura de Hugo Chávez a sua maior representação, troque o nome do presidente da Venezuela por qualquer outro no texto que transcrevo abaixo, só não deixe de prestar atenção no que está sendo dito. Lembre-se: o mundo não é uma mercadoria e a tal mão invisível jamais agarrará os dribles da história - muito menos nossos sonhos. O mundo não é tão óbvio como o que ela tenta nos impor. Graças a Deus...
Boa reflexão e, como já disse certa vez Jorge Du Peixe da Nação Zumbi, "pilote a sua cabeça!"

Decálogo para falar mal de Hugo Chávez
Por Emir Sader

Lembrete pendurado na frente de jornalistas da mídia oligárquica:

1. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel do Estado, desqualificado e enterrado por nós há tempos.

2. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele se diz anti-imperialista e esse é um tema proibido na mídia há tempos.

3. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele funda um novo partido, quando martelamos todos os dias que todos os partidos são iguais, que são negativos, que sempre refletem interesses de grupinhos.

4. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel da política, quando todo o trabalho cotidiano da mídia é para dizer que a política é irrecuperável, que só a economia vale a pena.

5. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele vende petróleo subsidiado aos países que não podem pagar o preço do mercado - inclusive a pobres dos Estados Unidos -, o que evidentemente fere as leis do mercado, pelo qual tanto zela a midia.

6. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele é um mau exemplo para os militares, que só devem intervir na política quando seja necessário um golpe militar e nunca para defender os interesses de cada nação.

7. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele ataca a mídia privada e fortalece a mídia pública. Porque ele acabou com o analfabetismo na Venezuela, tema sobre oqual devemos calar. Porque ele vai diminuir a jornada de trabalho em 2010 para 6 horas e esse tema é odiado pelos patrões.

8. Devo falar mal de Hugo Chávez porque assim me identifico com os interesses do dono do meio em que trabalho, garanto o emprego, fortaleço os partidos e as empresas aliadas do patrão.

9. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele faz com que se volte a falar do socialismo, depois que nos deu muito trabalho tratar de enterrar esse sistema, inimigo do capitalismo, a que estamos profundamente integrados.

10. Devo falar mal de Hugo Chávez (e de Evo Morales e de Lula e de todos os nao brancos), senão eles vão querer dirigir os países, os jornais, as televisões, as empresas, o mundo. Será o nosso fim.

(texto retirado do site Carta Maior)