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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Praia, cinema e futebol (notas de meio de semana)

1) Aqueles que se encontram hoje no Recife terão uma ótima oportunidade para conhecer os filmes do cineasta Lírio Ferreira. Tudo no cinema do Teatro do Parque. Eis o serviço:
- 14hs os curta-metragens O crime da imagem (BRA, 1992) e That’s a lero lero (BRA, 1994), além do longa Baile perfumado (BRA, 1997);
- 16:20hs Árido movie (BRA, longa, 2004);
- 18:30hs Cartola: música para os olhos (BRA, longa, 2006).
Após o último filme haverá um debate com a presença do próprio Lírio, mediada pelo jornalista e cineasta Amin Stepple. E o precinho: R$ 0,00. Nem nas Casas José Araújo...

2) Notinha que saiu hoje na coluna "Dia a Dia" do Jornal do Commércio da capital pernambucana:
Eddie para todos
A 1ª tiragem do Carnaval no inferno, novo CD da Eddie, esgotou-se em tempo recorde: foram 2,5 mil CDs vendidos em 2 semanas. Só a Cultura vendeu em média 25 discos/dia e acabou com seu estoque. Outros 4,2 mil CDs virtuais foram baixados no www.sombarato.org. A 2ª tiragem chega antes do Carnaval. Será disputada aos tapas.

3) Se o responsável desta bodega eletrônica sumir, não se inquietem. Ele não morreu. Apenas anda as voltas com os serviços... (escrevo a apresentação de um livro e um texto para um blog sobre futebol. Divulgo aqui quando tiverem prontos)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O pai da Asa Branca

Ilustres amigos, pantaleões e visitadores(as),
os últimos dias andam dificultando minhas postagens neste latifúndio de pixels. É que ando as voltas com o novo trabalho e com um texto (para um simpósio) que preciso entregar até o dia 10 deste mês. Enquanto isso, indiferente aos meus dramas, rola solto aqui na Guanabara o Festival do Rio, com filmes inéditos espalhados pelas melhores casas do ramo desta cidade. Pra terem uma idéia, não fui assistir a uma película sequer!

Mas aproveito a siesta desta sexta pra divulgar o trabalho do amigo Lírio Ferreira que faz estréia hoje na função. Trata-se d'O Homem Que Engarrafava Nuvens, documentário sobre Humberto Teixeira (foto), o cabra-bom que, junto com o Rei do Baião, compôs "Asa Branca", maior hit sertanejo de todos os tempos.
Para quem interessar, eis as datas, os horários e, ainda, os locais onde o danado será projetado:

SEX (3/10) 20:00 Palácio 1
SAB (4/10) 11:00 Odeon Petrobras
DOM (5/10) 15:40 Est Vivo Gávea 3
DOM (5/10) 22:10 Est Vivo Gávea 3

Agora digam que não foram avisados?!

Prestigiem, criador e criatura entendem do riscado!

e bom final de semana a todos... Dr. E.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Batendo o centro do ano

Sim caros leitores, o primeiro post do ano. Uma croniqueta futebolística. Ainda não deste doutor que agora vos assombra com sumiços e aparições esporádicas e que anda de férias com o vernáculo...
E se não escrevo, que escrevam sobre mim, ora pois! Eis um texto para desvendar-me! Brodagens tantas nas folhas de hoje do paulistano jornal dos Otávios Frias... Boa leitura!

ps.: mais uma promessa: como o próximo post é o centésimo desta bodega eletrônica, prometo regularidade, claro, e novidades!

Um homem sem futebol
Por XICO SÁ

AMIGO TORCEDOR , amigo secador, estava aqui com um grupo de chegados, numa simpática taberna do Recife, discutindo os rumos da humanidade, quando um dos nossos cavaleiros da mesa redonda solta o berro: "Golaço!!!".
Você não está entendendo, amigo, não foi um berro qualquer, um grito familiar, nem tampouco um humaníssimo manifesto de rotina do bicho homem. Foi daqueles brados retumbantes, guturais, que irrompem do estômago dos monstros do trash metal e das cavernas do Medievo. De repente aquela tarde à João Gilberto, com barquinhos à bossa nova ao longe, é tomada pelo Iron Maiden e todos os zumbis do outro mundo.
É isso o que o ingrato recesso do futebol causa em nós, marmanjos doentes, eternos Peter Pans ludopédicos. É isso, um simples gol de pelada na praia do Pina, nos contornos de Brasília Teimosa, vira comoção, o ritual mais primitivo do coração das trevas. O pior é que só o amigo Roberto Azoubel, o dono do grito, viu o golaço. Só o "doctor estranho", sua nova alcunha, solitariamente testemunhou o épico. Para nosso desgosto, óbvio. Só nos restou, naquele momento solene, roer as unhas da inveja em busca de um replay impossível, um videoteipe imaginário.
O "golaço" incendiou a fantástica usina de fabulações que é a mente humana privada dos grandes embates. Tivemos de nos contentar com a narrativa da testemunha, que deu conta de uma tabela na canela do rival e um toque sutil por debaixo do último beque que guardava a trave portátil. A bola passou rente ao latifúndio dorsal do zagueiro e foi conduzida caprichosamente, com ajuda de vento e maré, ao fundo do filó. Daí o grito, salivado de testosterona e jejum futebolístico: "Golaço!!!".
Jô, a costela amada da testemunha, teve um susto só comparado à primeira vez que viu "Psicose"; Lirioboy passou a chamar o artilheiro do Pina de Roberto Coração de Leão, grande ídolo do seu Sport Recife; DJ Dolores, entretido com uma "boyzinha" à milanesa-cafuçu, típica modelo das fotos de Bárbara Wagner, também não viu a pintura, mas assinou embaixo. Esse intervalo quase sem futebol, amigo, deixa mesmo os homens sem noção, lesados no paraíso, Adões entregues às vontades pecaminosas e bestiais.
Por ventura e sorte, este cronista acabara de chegar de Juazeiro, onde teve a felicidade de ver a Copa Integração, o que garantiu o sagrado fornecimento de ópio aos torcedores até a véspera do último dia do ano. O torneio reuniu times dos sertões de Ceará, Pernambuco, Piauí e Paraíba.
O Icasa, o verdão da Meca do Cariri, sagrou-se campeão no derby com o rubro-negro Guarani, o Leão do Mercado. No domingo, repetem a peleja, valendo pelo Cearense-2008.
E aos poucos teremos os Estaduais de volta, alvíssaras, porque os embates da aldeia são os mais universais. Porque um homem sem futebol retorna à condição de bárbaro, é ameaça aos contratos sociais, é capaz de atos de um Jack, de um Chico Picadinho, de um Bandido da Luz Vermelha, de um Monstro da Madalena, de um Maníaco do Parque.
Que a terra nos seja leve em 2008 e que gire em torno do sol como na primeira visão de Copérnico, tal e qual a bola manhosa que cisca e se enrosca, carinhosamente, no fundo de uma rede de várzea.

domingo, 17 de junho de 2007

Colônia penal - notas dominicais VI


"A TERRA É A COLÔNIA PENAL DO UNIVERSO"


Frase punk-kafkiana de Amin Stepple, jornalista camisa 10 de Lirioboy - por sua vez igualmente escalado em minha víscera esquerda -, garimpada no blog Sopa de Tamanco - vale o confere!