quinta-feira, 10 de junho de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Folia e direitos humanos
Em Pernambuco diversos segmentos da sociedade civil organizada criaram um comitê de apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos, o tão propalado - e combatido pelas forças da reação - PNDH3.
Pois bem, uma comissão desse comitê está se articulando no carnaval para divulgar as ações do grupo. Ela já conseguiu 200 camisas para os dias de Momo e deve confeccionar mil adesivos com a frase Eu apóio o PNDH3! para serem distribuídos em frente ao Centro de Cultura Luiz Freire em Olinda. Os "adesivaços" - que servirão também para coletar assinaturas de apoio ao Plano - estão previstos para os seguintes horários:
Sexta (12/02) 18h
Sábado (13/02) 16h
Domingo (14/02) 10h
Participe, dê o seu apoio! O país agradece...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Envelheço na cidade
Pra relaxar em meio a confusão, o hino do mais novo bloco do carnaval de Olinda: o 100 anos de Alceu!
quinta-feira, 12 de março de 2009
Filantropia na Marim dos Caetés
O percussionista e compositor Erasto Vasconcelos está afastado dos palcos por motivo de saúde. Os amigos resolveram então ajudá-lo, promovendo uma festa com arrecadação que lhe será doada. A função será em Olinda nesta sexta. Mais informações no flyer que segue abaixo (clique em cima da imagem que ela amplia):

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Preparem-se! Pois “todas as cidades já estão em chamas”, incendiadas pelo Carnaval no inferno. Novo trabalho da Eddie, o disco (CD/SMD) é uma síntese de tudo que a banda olindense viveu nestes quase 20 anos de existência - “Longa vida ao groove!”, o grito do segundo manifesto mangue, publicado no fatídico ano de 1997, continua levado a sério... Após três CDs gravados com praticamente a mesma formação, no Carnaval no inferno a Eddie encaixa de forma ainda mais precisa seu balanço particularíssimo, confirmando sua sonoridade própria e liberdade autoral. O disco é um verdadeiro acerto de marcha da banda, que “requinta” com toda experiência sua musicalidade de acabamento “garageiro”, inspirada pelo entusiasmo das festas populares de rua.
Desta vez, as composições revelam uma vibe menos extrovertida da Eddie, como mostram as faixas “Quase não sobra” (uma parceria de Fábio Trummer com Junio Barreto), “Gafieira no avenida” (música de Jorge du Peixe e Lúcio Maia que integra a trilha sonora do filme Amarelo Manga) e “Nada de novo” (uma homenagem de Fábio Trummer a Rafa, flautista da banda Mombojó, falecido em 2007). No entanto, suas conhecidas levadas festeiras também marcam presença em frevos infernais como “Bairro Novo/Casa Caiada” (Fábio Trummer), por exemplo, na cadência sambista da pérola “Me diga o que não foi legal” (Fábio Trummer) e na gafieira “O baile (Betinha)” (Erasto Vasconcelos), um clássico dos salões das noites pernambucanas.
Carnaval no inferno foi inteiramente gravado com recursos próprios, nas cidades de São Paulo e Recife (nos estúdios Novo Mundo e YB – SP; Muzak e Batuka – PE). É o registro de uma comunhão com parceiros-produtores de toda vida: Buguinha (produtor musical com quem a Eddie gravou algumas demos no inicio da década de 90), Berna Vieira (outro produtor que já tocou bateria na banda) e Karina Buhr (cantora e compositora, também ex-integrante e que faz voz e backing neste trabalho). Contou com a participação dos músicos Curumim (bateria), João do Cello (violoncelo), Nilsinho (trombone/Spok Frevo Orquestra), Mestre Nico (trombone/Junio Barreto), Da Lua (percussão/Nação Zumbi) e do percussionista e compositor Erasto Vasconcelos (voz), velho companheiro de outros carnavais.
Com este novo trabalho, a Eddie segue firme a sua estrada, criando grooves, reinventando ritmos, fundindo universos e entortando as convenções na música urbana brasileira. Como diriam seus conterrâneos, na mais fina expressão roots, Original Olinda Style: totalmente excelente!!!
Dr. E.
(release)
Para baixar:
No 4Shared ou no Torrent, Som Barato.
Agenda da banda em janeiro:
21 jan 2009 12:00 Uk Pub Recife, Pernambuco
24 jan 2009 10:00 Varadouro - Olinda, Pernambuco
28 jan 2009 12:00 Uk Pub Recife, Pernambuco
Sônicas de verão
Minha estadia no Recife chegou aos 40 dias. Pois bem, nesse tempo, nos passeios entre Olinda e Brasília Teimosa, eis a trilha sonora que escuto nas ruas:
1 - Mistura do Calypso - Pensou que eu ia chorar por você
2 - o disco-gravação ao vivo de João do Morro, nova cria de Casa Amarela
3 - e, com a classe média golden plus, Carnaval no Inferno, novo e ótimo disco da banda Eddie (para baixá-lo clique aqui ou aculá - em formato Torrent -, no digníssimo Som Barato). Passo o release da pérola que mesmo fiz no post da sequência...
Abram as oiças...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
domingo, 12 de outubro de 2008
"Somos nós os Vassourinhas" - notas dominicais (2)
Matéria que saiu hoje no Jornal do Commércio de Recife:
Aposentada descansa em casa com a família
Terminou, ontem, às 9h, o martírio da aposentada Lídia do Bom Parto Simões (foto), de 87 anos, abandonada pelo neto num ônibus que saiu do Rio de Janeiro com destino a Feira de Santana, na Bahia. Depois de quase 15 dias de sofrimento, sem parentes ou documentos e com apenas R$ 10 no bolso, ela chegou à casa onde viverá a partir de agora, com o filho Antônio Ferreira da Silva, 63, no Amparo, em Olinda, município da Região Metropolitana do Recife.
Ainda confusa com os acontecimentos, parcialmente cega e surda, e com uma avançada perda de memória, dona Lídia só pensava em comer. “Estou com fome, muita fome. Cadê minha comida?”, indagava a todo instante, enquanto era cercada e paparicada pela família. Sentada num sofá e com uma boina nas cores do Santa Cruz Futebol Clube, a toda instante ela brincava ou fazia perguntas sobre o lugar onde estava. “É aqui que vou viver agora? Eu vou embora, aqui não é tão bonito como lá (Rio de Janeiro)”, dizia, dando risadas.
Momentos depois, dava sinais de lucidez. “Cadê Amaro? Você sabe dele? Ele tem vindo aqui?”, perguntava, numa referência ao mais novo dos dez filhos, Amaro Ferreira da Silva, 50 anos, que reside na Zona Norte do Recife. Também fez referência a possíveis maus tratos sofridos no Rio. “Eles jogavam água quente e depois água fria sobre mim. Me deram até injeção na boca”, contava. A família da aposentada era pura felicidade. “Agora eu tenho mãe. Ela não sai nunca mais de perto de mim. Onde eu for, ela vai comigo. Vou cuidar dela até o fim”, vibrava o pedreiro Antônio Ferreira da Silva.
Apesar da revolta, o pedreiro disse que iria esquecer o que houve, deixando claro que não tomaria providências contra os familiares que abandonaram a aposentada no ônibus, após vender a casa onde ela vivia na Zona Norte do Rio de Janeiro e sumir com o dinheiro. “Não vou entrar na justiça contra eles. Por mim, já perdoei e entrego a Deus e aos homens de bem para ver o que acontece. O que importa é ter achado minha mãe e estar com ela. Mas que nenhum deles se atreva a vir por aqui”, afirmou.
A única preocupação do pedreiro é descobrir o total das dívidas que os parentes do Rio de Janeiro fizeram em nome da mãe, já que estavam vivendo da aposentadoria que ela recebe. “Queremos regularizar a situação dela para que volte a ter seu próprio dinheirinho. Vamos usá-lo com ela. Pretendo, se der, fazer um quarto na minha casa só para ela. Por enquanto, vamos nos ajeitar como podemos”, disse.
Depois de comer um prato com feijão, arroz, farinha e cozido, dona Lídia pediu diversas vezes ao filho para levá-la à sede do Clube Vassourinhas, que fica próximo à casa onde agora irá viver. “Você me leva lá, leva?”, insistia a aposentada.
sábado, 20 de setembro de 2008
Da Marim pro Brasil

Fui ontem no show do Democráticos, Lapa de São Sebastião. Metaleira nos pés das oiças pro miocárdio ditar o ritmo: é frevo, meu bem!!! E ainda rola uns aboios, uns bregas e guarachas pra gastar o velho mocassim. Sensacional! Não deixem de ir onde for (clique na programação acima p/ ampliá-la), é bom pacas. Salve Maciel Salu, Hugo Gila e Tiné. Só por essa trindade qualquer preço de ingresso fica barato. Mas ainda tem os meninos dos sopros da Orquestra Henrique Dias... Viiixe, aí é pá arrombá!!!
terça-feira, 1 de julho de 2008
Utilidade pública IV - O mais novo som do Recife
Desta vez o atravessador foi Fabinho Trummer (banda Eddie), ontem, via Skype. O menino das Olinda mandou o link pro Myspace do cara e, já na primeira audição, chapei geral. Trata-se de João do Morro, cria do bairro de Casa Amarela, coração da Mauristad. E... claro! já tem no Som Barato! Baixem e arreiem a lombra! Pagode, axé e diversão garantidíssima...
quarta-feira, 25 de junho de 2008
100 Trindade (eraOdito)
Em meio as comemorações do centenário de morte de Machado de Assis, passou em branco os 100 anos de nascimento do poeta Solano Trindade completados ontem. Não para o escritor Marcelino Freire, que no seu eraOdito (blog de primeiríssima!) lhe dedicou a homenagem que transcrevo abaixo.
Dois vivas para os dois!!
100 TRINDADE
Beirei-me à tarde lembrando dos cem anos, hoje, do poeta Solano Trindade. Nascido negro, em 1908, na cidade do Recife. E aí pensei em artistas assim: como o Pernalonga. Que morreu por falta de socorro. Explico: era ator marginal de Olinda. Portador do vírus da AIDS. Fazia campanha de prevenção e todo mundo sabia. Da sua alegria doente. Foi assaltado-esfaqueado, de repente. E mingüou em uma das ladeiras de Olinda. Sangrou sem ajuda. O povo não queria ser contaminado. Deixaram-no, feito cachorro, morrer. Mas por que estou rosnando isto? Em dia tão festim-festivo? Repito: centenário do Solano. E eu recordando alguns versos do pernambucano, gingados-recitados, outrora, pelo Pátio de São Pedro. Pelos meus amigos atores, como o Pernalonga. Por escritores teimosos de minha terra. E aí vem outra imagem: a do poeta Miró. Do bairro da Muribeca. Este, uma vez espancado porque estava sorrindo, sozinho, a caminho de casa. Por que este riso na cara? E a polícia caiu de pau. E Miró hoje tem uma poesia visceral. Cantada de dor. Rasgada. E tanta coisa chega à minha caixola. Morro da Providência. Sem providência. Esse meu coração abobalhado. Demagógico. Sei, sei. Ora, ora. Memorializo o tempo em que eu fazia teatro no bairro cariado de Água Fria. E da professora Ilza Cavalcanti que disse-me um dia: "você tem futuro". Quando eu escrevia coisa sem vida. Branca pele pálida. E aí vim para São Paulo. Desde 91. E sempre me indagam de onde vem este meu som inflamado. Esses meus contos-descasos. Descamisados parágrafos. E eu lembro do Solano. E do Bandeira, em outra beira. De beco. Tuberculoso. E eu sinto saudades e raiva. E aí eu penso em tanta gente por aqui. Dentro da cidade de São Paulo. Sérgio Vaz, por exemplo. E eu saúdo o Solano. No exibido ano do Machado. E eu deixo aí embaixo um poema do Trindade. E mais não deixo. Talvez um beijo e aquelabraço. Fui.
Gravata Colorida (S.T.)
Quando eu tiver bastante pão
para meus filhos
para minha amada
pros meus amigos
e pros meus vizinhos
quando eu tiver
livros para ler
então eu comprarei
uma gravata colorida
larga
bonita
e darei um laço perfeito
e ficarei mostrando
a minha gravata colorida
a todos os que gostam
de gente engravatada...
terça-feira, 22 de abril de 2008
O incêndio olindense (Myspace da Eddie)
Semana passada prometi publicar por partes aqui um artigo que escrevi pruma revista universitária do Rio. Ainda exaltei: publicaria o texto fosse ele aceito ou não pelas instâncias maiores, leia-se os organizadores da tal revista. Qual um sujeito despalavreado, não cumprirei meu juramento, pois fui aconselhado (pelas mesmas instâncias) a não publicá-lo agora. Sorry, quando autorizado, postarei-o de imediato. Como redenção, trago abaixo o release que fiz ontem pro Myspace da banda Eddie (encomenda um catzo, texto de fã mesmo!). Espero encarecidamente o perdão dos leitores...
Olinda, 1989. Datar como de costume, como de costume, na Marim dos Caetés, quebrada-cenário de nossos manuais de história e chapações. “Lembra quando Nassau...? E daquela cachaça?” Duvido! Mas, recordo que foi neste ano que ouvi Pixies+Ramones+Dead Kenneds+frevo, entre outros pesos e bossas, ecoar na rua do Sol (salve o velho Pocolouco!). Todos liquidificados num só nome: Eddie. A verdade é que desde o fogo holandês que varreu a velha vila, não se via tanto calor, transformado agora em massa sonora. Olinda e seus arredores, ainda pré-manguebeat, traduzia sua pegada, seus tipos, seus desejos, em 3 acordes e muita maloqueiragem - o Original Olinda Style em seu legítimo cavalo...
Mas as labaredas do incêndio, desta vez, não ficaram só por ali. Propagaram-se pelo mundo nas turnês da banda pelo Brasil e pela Europa (2005, 2006, 2007). Espalharam-se também através dos 3 registros em discos, tocados nos mais dignos sound-systems: Sonic Mambo (Roadrunner, 1998), Original Olinda Style (independente, 2002) e Metropolitano (independente, 2006) - em primeiríssima: tem um outro na manga pra ser lançado no segundo semestre de 2008.
Hoje, depois de várias formações, a Eddie é composta por Fábio Trummer (guitarra & voz), Urêa (percussão & voz), Andret (trompetes, teclados & samplers), Kiko (bateria), Rob (baixo) e a presença especial de Erasto Vasconcelos. Um escrete com sonoridade própria, cheia de grooves peculiaríssimos e experimentações inflamáveis. Capaz de incendiar até o mais frio dos terreiros do velho mundo, de levantar o fogo morto de ritmos quentes abafados pelo discurso da tradição, como o próprio frevo (o hit Quando a maré encher é frevo, meu bem!), entre outras façanhas infernais. Fica, então, o alerta: a Eddie é combustão certeira. Cuidado, principalmente se você brinca com álcool...
sexta-feira, 14 de março de 2008
Hoje é sexta, pôxa!
No verão recifense deste ano, a amiga Paulinha Valadares nos revelou o Quintal do Cosme. Uma roda de choro sensacional que acontece quinzenalmente aos domingos no fundo de quintal de uma casinha lá na Imbiribeira - logo depois do Aeroporto Internacional dos Guararapes, uma residência do mesmo lado direito. Foste? Fui. Voltaste? Voltei. Voltei pra escutar, com Miss Sole, Xico Sá, Vlad Clari - o homem do clarinete - e a distinta Paulinha, os músicos mandarem, entre tantas pérolas, o grande sucesso de Gílson de Souza. Samba de tiro certeiro, virou o hit retrô da última estação na Vila Maurícia... Se ligaí no som e bom final de semana!
Ps.: E por falar em final de semana, Bruno Pedrosa, Renato L, Felipe Machado (Originais do Sample) e Bahiano comandam amanhã em Olinda A Noite dos DJS Silenciosos, a partir das 22h, na Escola de Samba Preto Velho (no Alto da Sé). Vão lá que eu não posso!
Ps.2: E antes que eu me esqueça mais uma vez, o blog saúda a chegada de mais um rubro-negro (da Ilha do Retiro, claro) na terra. Trata-se de Antônio, bacurizinho do fotógrafo Gilvan Barreto (nosso Rodela) e da publicitária Ilka Porto. Salve, salve, Toinho!
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Pernoite limpezinha (notas de chegança II)
Carmo-Olinda, domingo 25/11 21:12:
"O bagulho é louco, o processo é lento e o delegado é noiado. Na limpezinha sem comédia, num pode passar das zero hora, é a pernoite."
quarta-feira, 4 de julho de 2007
"Neolombrismos"
Depois de quase um ano reencontrei ontem a noite meu compadre, Guga, o homem do Atlântico e suas quebradas. Dois Domecqs e um mar de histórias a se abrir - como aquele que fez Moisés atravessar o povo judeu e cujo nome a minha cuca ruim nunca guardou no já gasto hd (Morto ou Vermelho?). Pena que nosso tempo era curto. Mesmo assim, contou-me rapidamente da vida e do mundo: Sardinha, cadelinha e novo amor que encontrou mamado numa farra no Carmo, Olanda - será afilhada de Xôla, a tabaca e seu duplo?!; a futura viagem dos pais para a Argentina; a regata grã-fina que irá correr no próximo final de semana em Ilhabela-SP; e até comentários acerca deste blog. Sobre o último assunto, perguntou se poderia me mandar uns textos para publicação, no que respondi de bate-pronto:
- Claro!
- Mas tem o seguinte, pontuou. - Todo texto que eu enviar e que tiver palavras grifadas é pra deixar como está! Não é erro de português, nem de digitação, nem porra nehuma!
- Sei, são neologismos...
- Não, são neolombrismos mesmos.

